ChatGPT perde a maioria absoluta pela primeira vez — Gemini e Claude crescem
O ChatGPT saiu de 76,5% de participação de mercado em fevereiro de 2025 para 46,4% em junho de 2026. É a primeira vez, desde o lançamento do produto em novembro de 2022, que a ferramenta da OpenAI fica abaixo de 50%. Enquanto isso, o Gemini chegou a 27,7% e o Claude, a 10,3%.
Os números variam conforme a metodologia — outras fontes colocam o ChatGPT em 54,7% das visitas globais e Gemini em 27,4% — mas a tendência é consensual: o mercado está convergindo para pelo menos três players relevantes.
Por que o Gemini cresceu tanto
A explicação não é só qualidade de modelo. O Gemini está embutido no Android como substituto do Google Assistant — o sistema operacional mais usado no mundo. É distribuição, não performance. Quando o produto está na tela inicial de bilhões de celulares antes mesmo de o usuário escolher, o crescimento é estrutural, não orgânico.
Por que o Claude está ganhando no enterprise
Claude cresceu 306% em visitas web em um único trimestre (de 203 milhões em janeiro para 824 milhões em abril de 2026) — partindo de base menor, mas com ritmo sem precedente. Mais importante: ganha cerca de 70% dos confrontos diretos com OpenAI em decisões de compra enterprise.
O catalisador parcial foi a parceria da OpenAI com o Departamento de Defesa dos EUA em fevereiro de 2026. Uma fatia de usuários corporativos que prioriza privacidade e transparência interpretou o movimento como sinal de alerta e migrou para o Claude.
O que isso muda para quem compra IA
O mercado saiu de monopólio de fato para oligopólio real. Quando três players dividem o mercado com fatias relevantes, o poder de barganha de quem compra aumenta. Preço de API, qualidade de suporte e condições de contrato enterprise ficam sob pressão competitiva.
Para empresa que ainda não testou Gemini nem Claude porque "o ChatGPT funciona", agora é hora de revisar. A paridade técnica subiu — e o mercado está votando com o comportamento.
A posição da 10Dobro
Nunca rodamos só um modelo. Nossos 26 sistemas usam Claude como backbone principal, com Gemini e modelos abertos em camadas específicas. A fragmentação do mercado confirma a tese de squad híbrido: não existe "melhor modelo" — existe melhor modelo para cada tarefa e custo-benefício.
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