Visão computacional em tempo real sobre as câmeras que o porto já tem, e predição de risco treinada em 1,63 milhão de registros oficiais de acidente de trabalho.
Não são dois produtos colados — é um sistema só: a câmera previne agora, e cada detecção vira registro que afia a predição com o tempo.
Usa a infraestrutura de câmeras já instalada no porto — sem hardware novo. Detecta pessoa dentro do raio de ação de equipamento pesado em manobra e comanda a parada antes do acidente. Detecta também EPI obrigatório ausente em zona de risco de queda ao mar. Sem reconhecimento facial: identifica presença na zona, não identidade.
Modelo estatístico treinado em registros oficiais de acidente (CAT/INSS), validado da forma correta: treinado num período e testado só com dado de período seguinte que nunca viu. O resultado é um placar de risco por função e situação — bússola de prioridade para fiscalização e treinamento, não bola de cristal.
Conexão via RTSP com as câmeras que o porto já opera. O vídeo é processado dentro da rede do porto — nenhuma imagem sai da operação.
Verificação simples e barata roda 24 horas por dia. A análise detalhada é acionada apenas diante de indício de risco — arquitetura em duas etapas que controla custo.
A câmera monitora as zonas de risco que o porto já demarca fisicamente: raio de ação de equipamento em manobra, faixa de cais, linha de caminho seguro. Pessoa dentro da zona errada no momento errado dispara o ciclo de alerta.
Notificação imediata ao operador do equipamento e registro no painel de supervisão. Na configuração com intertravamento, o equipamento recebe comando de parada automática — camada de proteção que não se distrai e não cansa.
Regra seguida em todo o projeto: número real ou nenhum. Nada abaixo foi simulado como se fosse fato.
Onde concentrar treinamento e fiscalização primeiro, segundo o modelo — recorte portuário nacional.
Estimativa de gravidade condicional por função (Random Forest, AUC 0,81, validação temporal). Fonte: CAT/INSS — recorte portuário nacional, 24 meses. Amostra de óbito é pequena (19 casos) — números direcionais, tratados com cautela explícita.
Não afirma que um acidente específico vai acontecer em dia e hora determinados. Aponta onde a atenção rende mais.
É camada de priorização e alerta antecipado. A decisão técnica continua com o time de segurança do porto.
Zona de risco, presença, EPI visível. Detecção de uso de celular fica para versão futura, por confiabilidade insuficiente hoje.
Sem reconhecimento facial. O sistema identifica presença e condição na zona de risco — não identidade. Conformidade LGPD.
Não o porto inteiro de uma vez. Um corredor de alto tráfego de equipamento pesado, escolhido junto com o time de segurança.
Zona de alto tráfego de equipamento pesado, com demarcação já existente. Em paralelo: diagnóstico de risco com dado público nacional — sem precisar de dado interno ainda.
Cada detecção vira registro estruturado. Em 6 a 12 meses, o modelo passa a refletir o padrão daquela operação específica — mais preciso que a média nacional.
Alertas gerados, tempo de resposta ao alerta e redução de incursão de pessoa em zona de equipamento em manobra.